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O barato sai caro parte 1

Postado por Gilson Miranda em 26 de setembro de 2008 | Geral

Gilson Miranda

Entra ano e sai ano e continuo vendo a indústria tapeando os consumidores, e estes continuam caindo nas mesmas armadilhas, parecendo que fazem de propósito. Mas de quem será a culpa?

Quando um grande amigo conheceu a informática como consumidor, ele foi levado pelos números, deixou de comprar um computador com o processador Intel 486-100 para comprar um AMD 586-133, achando que tinha feito ótimo negócio por comprar um computador com processador mais “rápido” e mais barato, mas logo em seguida, com um pouco de pesquisa, bateu o arrependimento. :oops:

 

Depois foi procurar umas boas caixas de som para o renegado computador e não conseguia entender porque uma caixa de som de 50 Watts custava muito mais caro do que uma de 180 Watts, sendo que os vendedores que lhe atendiam informavam que era esta a característica mais importante a ser avaliada neste tipo de produto, então cometeu o segundo erro: Comprar uma caixa de som de 180 Watts Xing Ling. Novamente ficou muito chateado consigo mesmo quando descobriu a potência R.M.S e P.M.P.O (Potência Máxima Para Otários) :x

 

Um outro exemplo clássico é o das fontes de alimentação para computadores. O que faz uma fonte de 350W custar três vezes mais do que uma outra de 350W? As fontes de potência nominal não conseguem oferecer um terço da potência de uma fonte real, mas os consumidores, sempre em busca de menores preços, fazem com que a trapaça da indústria dê certo. Pasmem! atualmente até as fontes de potência real já não oferecem mais a potência anunciada, por isso, nunca opte pelo modelo de fonte real mais barata.

 

Depois que criaram o Hyper Memory da ATI e Turbo Cache da nVidia, que consistem em alocar a memória RAM também como memória de vídeo, os lojistas sempre anunciam as placas de vídeo com uma capacidade muito maior do que ela realmente é. Por exemplo: uma placa de vídeo 3D Radeon HD3850 possui nela 512MB de memória, mas ela é capaz de reservar até 512MB da memória RAM do computador para ajudar a memória do vídeo integrada, temos assim um total de 1024MB ou 1GB de memória para os jogos e aplicativos 3D, mas que degrada o desempenho do sistema porque agora a memória RAM vai ter que dividir a disponibilidade de acessos com o processador gráfico. Já observei clientes comprando o mesmo vídeo mais caro porque ela foi anunciada com 1GB de memória :cry:

 

Fabricantes e lojistas já exploraram bastante a oportunidade que os sufixos GT e XT ofereciam para “dar o golpe”. A linha GeForce da nVidia tinha os XT para os modelos mais fracos e GT para os modelos mais fortes. Já a ATI tinha na linha Radeon os GT para os modelos mais fracos e XT para os mais fortes. :?

 

Recentemente a indústria criou outra trapaça, as do contraste de um monitor LCD, obviamente um monitor que consiga um contraste de 3000:1 é muito melhor do que outro que ofereça 1000:1, mas o segundo é o contraste “real” chamado de estático e o primeiro é mais uma artemanha para atrair os consumidores desavisados. Hoje você observa muito dos fabricantes anunciando somente os contrastes dinâmicos por ter um apelo comercial bem mais atraente.

Mesmo fabricantes sérios como a Seagate tem “roubado” nas informações. Você sabia que 1GB equivale a 1.099.511.627.776 bytes? Bem, para a Seagate, equivale a 1.000.000.000.000 bytes. São quase 10% a menos de capacidade.

 

Depois que a Apple estorou com o seu lançamento do iPod Shuffle, rapidamente os fabricantes chineses copiaram a idéia, porque sabiam que havia mercado para o público desavisado e “econômico”. Fiquei sabendo que um pai ficou debochando do outro porque ele tinha comprado para o filho o “mesmo iPod Shuffle que ele comprou”, cinco vezes mais caro, dá para acreditar? 

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A concorrência é saudável para o mercado e para os clientes, mas o excesso dela não, isso compromete a qualidade dos produtos e serviços e faz com que muitos utilizem de artifícios e mentiras para conseguir superar a concorrência e conquistar os usuários que sempre procuram pelos menores preços.

 

Como dizia o meu pai: “O barato sai caro”

3 comentarios ate o momento

3 comentarios ao “O barato sai caro parte 1”

  1. T4v1nh0

    Pô, Gilson, quebrou o sonho da garotada, só porquê aqui no bairro tem um pessoal assim hahaha, eh muito engraçado ver isso viu, gente falando, cara eu tenho uma GeForce 7200GS TC, e eles ainda ficam se gabando disso, mas eu nem falo nada, porquê já viu né? Se nós técinicos falamos algo assim, soa como se agente tivesse com inveja. Ninguém merece as trapaças que temos na area da informatica!

    26 de setembro de 2008 at 23:46

  2. Hilda Furacão

    o shopping oiapoque aqui de belo horizonte é um exemplo de que não devemos ir pelos preços. quem não teve problemas com aquele lugarzinho fundo de quintal que só tem pilantras.

    1 de outubro de 2008 at 07:24

  3. Informado

    Seus comentários são interessantes, mas em relação à capacidade de discos rígidos você está totalmente desinformado. Os discos rígidos tem a sua capacidade informada em valores decimais, e não binários(usados pelo computador), para quem não sabe 1 KiloByte não são 1000 bytes, mas sim 1024, que é o resultado de 2 elevado a 10. Pelo mesmo motivo de fazer uma apelação maior, eles anunciam a capacidade em valores decimais, e não binários, o que é menor do que o valor binário obviamente (1024 > 1000 ), mas isso é muito antigo, começou com as vendas de discos rígidos na década de 80, e não é privilégio da Seagate, é um padrão adotado pela indústria, e todos os outros fabricantes fazem isso.

    Pior mesmo são os técnicos e vendedores que utilizam disso para enganar o cliente e vender coelho por lebre.

    9 de outubro de 2008 at 09:44

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